quinta-feira, 30 de junho de 2011

OS SOLOS

Do ponto de vista agrícola, o solo é a camada superficial da crosta terrestre resultante da ação do intemperismo. Na formação do solo podemos considerar duas etapas: 1°) a desintegração e decomposição das rochas, originando os elementos minerais; 2°) a incorporação de organismos animais e vegetais, originando os componentes orgânicos (húmus).
Diversos fatores atuam na formação dos solos: temperatura, chuva, vento, cobertura vegetal, tipo de rocha matriz etc.

Composição e fertilidade do solo


            Os componentes fundamentais do solo são os elementos e partículas minerais (potássio, fósforo, areia, argila etc.), a matéria orgânica ou húmus, a água e o ar, muito importante nas trocas gasosas.
            Quanto a fertilidade dos solos, pode-se afirmar que “solo fértil é solo rico em nutrientes”, ou seja, quanto maior a quantidade e a variedade de nutrientes tanto maior a fertilidade do solo.
            Apesar disso, é importante lembrar que cada planta tem suas próprias exigências, isto é, o tipo e a proporção de nutrientes variam de planta para planta. Por exemplo: para uma mesma quantidade de produção, o algodão consome mais nitrogênio que o café; o café, por sua vez, consome mais potássio que nitrogênio.

Erosão e conservação dos solos


            Erosão é o desgaste ou o transporte do solo de seus componentes. Os principais agentes da erosão são a chuva e as enxurradas, o vento e também o homem.
            Em países tropicais como o Brasil, a intensidade, o volume e a concentração de chuvas durante o verão acarretam um processo erosivo violento nos solos.

Milhões de toneladas de terra (solo) são arrastados anualmente, exigindo em conseqüência elevados gastos em fertilizantes químicos para compensar a perda da fertilidade natural.
            Além da erosão natural há também a não menos importante erosão provocada pelo homem, quer em conseqüência da não-adoção de técnicas apropriadas quer pela utilização de técnicas rudimentares de cultivo.
            No Brasil, bem como nos demais países subdesenvolvidos, é muito pequeno e até mesmo desprezível o emprego de técnicas conservacionistas do solo, como terraceamento, curvas de nível, rotação de culturas, adubação correta e adequada dos solos, reflorestamento, proteção de encostas etc.
            Em vista disso, as conseqüências são as piores possíveis: baixa produtividade, baixa qualidade dos produtos, maior incidência de pragas agrícolas, agricultura não-competitiva, rotação constante de terras etc.

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